CULTURA

Mercadão Municipal de Campo Grande completa 60 anos

Festividades movimentam a economia do local e renda supera em até 30% o arrecadado em dias normais

Guilherme Brasil, João Lucas, Thiago Spila, de Campo Grande16/09/2018 - 19h20
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A administração do Mercado Municipal Antônio Valente em Campo Grande (MS), conhecido popularmente como Mercadão, comemorou os 60 anos no dia 30 de agosto.Os eventos que se destacaram foram os shows ao vivo e o chefe culinário sul-mato-grossense Paulo Machado, que explora e divulga internacionalmente a culinária local. O festival também promoveu exposição de fotografias sobre a história do local e uma visita guiada gratuita. Durante as festividades, a movimentação econômica do Mercadão atingiu o seu ápice no ano com vendas de produtos e algumas barracas lucraram de 20% a 30% a mais do que em dias considerados normais.

O assessor administrativo do Mercadão, Daniel Amaral afirma que os comerciantes ficaram satisfeitos com o lucro obtido nos dias de comemoração. “Os donos de estabelecimentos aqui dentro fizeram um levantamento do lucro que tiveram nesses dias festivos que o Mercadão teve, e algumas bancas tiveram até 30% de renda superior a dias normais”.

O lucro dos comerciantes deve-se ao número de consumidores nos dias da comemoração do aniversário do local. Segundo Amaral, a quantidade de turistas e fregueses foi maior em relação a outros dias de 2018. “Nos quatro dias de festa que tivemos aqui, chegamos a receber de 75 a 80 mil pessoas, sejam elas de outros estados ou daqui mesmo que vieram prestigiar os shows e consumir os produtos”. 

O atendente Pedro Ferreira da Silva trabalha na Banca do Gil há mais de 15 anos e vende utensílios e erva para tereré, afirma que, em dias normais, o número de pessoas que visitam o Mercado Municipal é intenso e que durante o evento comemorativo houve uma movimentação ainda maior. “O número de pessoas depende do dia, tirando final de mês e começo de mês que é garantia de movimento. Por aqui normalmente deve passar umas 500 mil pessoas por dia, mas nos dias do evento foi uma concentração incalculável". 

O comerciante Renato Silva trabalha há três anos em seis bancas no local e diz que o motivo da popularidade do Mercadão é a capacidade de atender a todos os públicos e possuir variedade de produtos. "Tem coisas que você só encontra aqui, e além de ter um grande número de aposentados que procuram a parte mais cultural ou culinária, por exemplo, também tem os jovens que são atraídos pela erva e pelos acessórios do tereré ou chimarrão".

De acordo com Silva, o mercado funciona como um ambiente com produtos culturalmente variados e que possui grande potencial de vendas. "Eu acho boa a ideia de parar de ver o lado apenas sul-matogrossense e entender o espaço como um lugar de mistura, de regionalismo misturado com as culturas que tem interessado as outras pessoas também. Esse é um polo muito grande de movimentação econômica, e o olhar econômico tem que andar ao lado da visão cultural e atrair mercado para esse lugar".

A pensionista Jane Rodrigues é de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e conheceu o Mercadão este ano. Ela chegou à Campo Grande na semana das festividades e se surpreendeu com a variedade e diversidade do espaço. “É tudo diversificado, tudo gente boa, algumas coisas bem locais que eu não conhecia por exemplo. Eu e meu marido planejamos vir aqui apenas um dia para comprar tabaco, mas acabamos curtindo os dias restantes também".

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