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  sábado, 22 de julho de 2017
 
8 de fevereiro de 2017 - 19h00

Artesãos de Campo Grande solicitam o espaço da Cidade do Natal para feira permanente

Categoria depende da liberação do governo do estado para utilização do local

GABRIELA DE CASTRO, JULIANA CRISTINA E PEDRO BAASCH
Cidade do Natal é o local previsto para realização da feira permanente dos artesãosCidade do Natal é o local previsto para realização da feira permanente dos artesãos  (Foto: Juliana Cristina)

Artesãos de Campo Grande solicitaram, em reunião na Câmara Municipal com o prefeito Marcos Trad, a secretária Municipal de Cultura e Turismo, Nilde Brun e o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Luiz Fernando Buainaim o espaço da "Cidade do Natal", localizado na avenida Afonso Pena, para realização de feira semanal de arte e cultura prevista para os sábados no período da tarde. A categoria também pediu pela utilização do espaço para comemorar o Dia do Artesão.

Bia Barros explica que o projeto teve início depois que as associações perceberam a necessidade de uma feira específica para os artesãos. “Em duas semanas, nós mobilizamos 300 pessoas e pedimos reunião com o prefeito, com a secretária de Cultura e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico".

Bia Barros explica a importância da feira (Foto: Gabriela de Castro)

A presidente afirma que o local pode favorecer o turismo na capital. “Todo turista que chega na capital, a primeira coisa que eles procuram é onde tem o artesanato para levarem lembranças. Nós temos espaços de artesanato em três shopping, e mesmo assim o turista chega e pergunta ‘Vocês não têm feira de artesanato?’ E como não temos, indicamos a Feira Central. Só que a Feira Central não é nossa, é outro público”.

De acordo com a secretária Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), Nilde Brun o espaço da “Cidade do Natal” pertence ao Governo do Estado. Nilde Brun afirma que, após consulta ao secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck será analisado as possibilidades de ocupação. “A área é do governo estadual, aquela estrutura foi a prefeitura que colocou. A utilização do espaço a prefeitura que tem administrado também. A gente tem que formalizar um documento, junto com o governo de estado, de uso e ocupação daquele espaço. Nós vamos ter que respeitar o plano de manejo desse parque. Se o plano de manejo disser que não pode haver estrutura permanente, nós vamos ter que respeitar isso”.

Segundo Bia Barros, outras capitais possuem feiras para os artesãos. "A feira de Belo Horizonte, por exemplo, você não anda nela, de tanta gente. Ela é toda padronizada, você já sabe a cor da barraca e o que tem. Agora, veja o nosso lado. Nós temos muitos artistas com dificuldade de mostrar sua arte, então, para não ficar batendo de porta em porta, porque não o nosso espaço?". Bia Barros explica que a prioridade é atender os artesãos da capital. "Devido a repercussão do projeto, artesãos de outros municípios querem se inscrever para a feira permanente".

O artesão Sérgio Gonçalves afirma que o local escolhido para a feira permanente é ideal para atender os artesãos. Ele explica que a ideia não é utilizar toda a estrutura do local. “A gente tem barraca, a gente quer uma feira que chega, monta, trabalha o dia inteiro, desmonta e vai embora, tipo feira livre”. Segundo Gonçalves, o artesanato é um método de empreender, e o espaço da "Cidade do Natal" é ideal. Ele afirma que a capital não possui opções de lazer e que a feira irá ajudar, principalmente, no turismo. “A feira permanente é acessível, não tem custo para entrar, as lembrancinhas são baratas, é o que Campo Grande precisa”.

De acordo com Bia Barros, "fichas de cadastramento dos artesãos interessados foram preenchidas para calcular a preferência do dia, hora e frequência que desejam que a feira permanente seja realizada. A primeira decisão foi para realização da feira aos sábados no fim de tarde". Conforme a presidente, este resultado pode ser modificado porque outras 100 fichas para cadastro foram entregues depois do dia da votação.

De acordo com Nilde Brun, foi necessária uma avaliação da Secretaria de Obras sobre a situação do espaço da "Cidade do Natal" para atender a solicitação dos artesãos, para comemoração do Dia do Artesão, 19 de março.

De acordo com Nilde Brun, o local está depredado e não tem estrutura adequada para abrigar os artesãos no dia 19 de março, e a segunda opção é a realização do evento no "Armazém Cultural". “É um investimento apenas para um dia. Então, esse investimento, mesmo que ele não seja alto, a gente prefere usar lá no Armazém porque fica permanente, podemos dar continuidade. Então, sendo viável o investimento até o dia 19 de março, a gente libera para elas [presidentes dos artesãos]. Se não, elas vão buscar outras alternativas". Nilde Brun, Bia Barros, Jane Arguello e a superintendente de Cultura da Sectur, Renata Leoni estiveram na "Cidade do Natal" para planejar o evento previsto para o Dia do Artesão.

Situação do interior de uma das casas da "Cidade do Natal" (Foto: Juliana Cristina)
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