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22 de May de 2014 - 22h21

Grupo campo-grandense de dança japonesa destaca-se no festival "Yosakoi Soran"

O grupo Seishun ganhou a competição de 2013 e é um dos favoritos para 2014

HANNAH MARQUES E VINÍCIUS ROCHA
O grupo Seishun participará pela sexta vez do Festival Yosakoi SoranO grupo Seishun participará pela sexta vez do Festival Yosakoi Soran  (Foto: Marcos Donizeti)

Mato Grosso do Sul é o terceiro estado brasileiro com maior concentração de descendentes de japoneses, atrás apenas de São Paulo e do Paraná. Essa influência trouxe ao Estado um toque oriental, como a dança Yosakoi Soran, praticada pelo grupo campo-grandense Seishun. Destaque ano passado em concurso nacional, os 30 integrantes da equipe iniciaram os ensaios para o Festival Yosakoi Soran que ocorrerá em julho.

O Yosakoi Soran é uma dança japonesa semelhante ao Carnaval brasileiro por ser apresentada, em sua essência, na rua e com muitas cores. A líder do grupo Seishun de Campo Grande, Tatiana Ishibashi revela que a apresentação, como nas escolas de samba, tem uma temática que se caracteriza pelo ritmo enérgico e acelerado em suas danças.

Seishun, que significa juventude, é o único representante do Yosakoi Soran em Mato Grosso do Sul. O grupo que surgiu em março de 2008 por meio da extinta equipe da dança da Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira de Campo Grande-MS, cresceu pela divulgação nas redes sociais, como destaca Tatiana Ishibashi, "A gente chamou todos da Associação Nipo para comparecerem aos encontros pelo Orkut, através dos depoimentos e assim começou o grupo".

Desde 2009, eles participam do Festival Yosakoi Soran, principal competição da dança nipônica no Brasil. Neste ano, a 12ª edição, acontece em julho e tem sede em Maringá-PR. Em 2013, o grupo campo-grandense foi o campeão do evento com o tema Yoake, que significa o nascer do sol. De acordo com o coreógrafo do grupo Jhonatan Silvano, a apresentação vencedora enfatizava a existência de um novo dia de esperanças "O diferencial nesta apresentação foi a troca de roupas durante o espetáculo, onde cada mudança simbolizava uma passagem do dia".

Tatiana Ishibashi acredita que este ano o grupo está mais animado e esperançoso com a competição. “Este ano estamos mais organizados, estamos mais treinados, e os instrumentos e as roupas já estão prontas. Mas como somos os atuais campeões, existe uma pressão maior”.  

O grupo realiza eventos para arrecadar recursos financeiros por meio de rifas, almoços e premiações, o intuito é participar anualmente do festival. Desde final de 2013, a Equipe tem apoio da Associação Okinawa de Campo Grande. Tatiana Ishibashi, afirma que os custos para competir são muito altos, “Gastamos com transporte, com instrumentos e com roupas, que são muito caras para confeccionar. Em relação às outras equipes, levamos desvantagem neste ponto.”

O grupo tem mais de 30 integrantes, com a média de idade de 17 anos. Para entrar é necessário ter a idade mínima de 12 anos. A maioria dos participantes são descendente de japoneses, porém há espaço para pessoas que não tem linhagem japonesa. O coreógrafo, Jhonatan Silvano é um exemplo, “conheci a dança em uma apresentação, gostei bastante, tinha um amigo que era integrante, perguntei a ele como entrava para o grupo, comecei a treinar e estou até hoje”.

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