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12 de dezembro de 2016 - 15h44

Campanha "Polícia Legal" fiscaliza atividade da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul

Sindicato faz visita em delegacias do estado para fiscalizar condições de trabalho de policiais

GUILHERME SOUZA, JOAQUIM PADILHA E JULIANE GARCEZ
Campanha vai fiscalizar delegacias em todo o EstadoCampanha vai fiscalizar delegacias em todo o Estado  (Foto: Guilherme Souza)

O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) lançou, em novembro, a campanha "Polícia Legal" com o objetivo de fiscalizar as condições de trabalho da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul. A iniciativa surgiu após manifestações dos profissionais da categoria sobre a precária estrutura de trabalho. A campanha tem apoio da Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e será realizada em todas as delegacias do estado. 

Segundo o presidente da Sinpol/MS, Giancarlo Miranda entre os problemas encontrados pelo Sindicato, há a falta de verba, que deve ser repassada pelo Governo do Estado. “Nós temos muitas promessas do governo com relação a melhorias para os policiais civis. Ocorre que até agora, nenhuma dessas promessas se transformou em realidade”. Para Miranda, o propósito da campanha é garantir que as atividades dos policiais civis de Mato Grosso do Sul estejam de acordo com a lei.

Miranda explica que há desvio de função dentro da Polícia Civil. "O objetivo da campanha é justamente fiscalizar a atividade dos policiais civis, para que eles cumpram apenas com suas atribuições legais". 

Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Christopher Ferro Scapinelli membros da organização visitam as delegacias para apurar as denúncias formalizadas pela categoria. Scapinelli explica que a estrutura das delegacias e as condições de trabalho serão vistoriadas durante a campanha.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu um inquérito para investigar caso de negligência do governo com a delegacia de Polícia Civil do município de Miranda, onde 12 presos conseguiram fugir. De acordo com o presidente do Sindicato, delegacias de outras cidades apresentam problemas como custódia irregular, superlotação de presos, número defasado de profissionais efetivos e falta de viaturas.

Durante a campanha, o Sinpol/MS visitará delegacias de todo o estado e se reunirá com delegados e advogados para discutir medidas de melhorias para a categoria.  “O movimento já tem uma aceitação muito boa, mas é preciso que os policiais civis se unam nessa luta para que haja a devida valorização da profissão”.

Secretário levará as pautas da campanha ao Governador (Foto: Guilherme Souza)  

Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa o Sinpol/MS se reuniu com a vice-governadora, Rose Modesto na última quinta-feira, 8 de dezembro, e entregou um documento com propostas de melhorias para a Polícia Civil. “Encaminharemos o documento, endossado pela Rose também, para resoluções e alternativas em relação a valorização que a categoria solicita. Assim que tivermos resposta do governador, marcaremos outra reunião”.

De acordo com Giancarlo Miranda, a campanha tem o objetivo de garantir a segurança dos profissionais. Ele afirma que em 2015, o policial civil Anderson Garcia da Costa morreu dentro da delegacia, em Pedro Gomes, enquanto realizava custódia. Ele foi ferido por um detento, e morreu a caminho de Campo Grande. 

O agente da Polícia Civil de 47 anos que não quis se identificar revela os problemas que dificultam o seu trabalho. "Com frequência desempenhamos funções que não nos cabem e lidamos também com a falta de recursos para as atividades do dia-a-dia. Precisamos da valorização da nossa função, que preza pela segurança da população sul-mato-grossense."

Para a comerciante Renata Ferreira o trabalho da Polícia Civil é importante para a segurança da população. "A gente precisa de proteção, os índices de violência estão muito alto em Campo Grande. Se a Polícia Civil precisa de melhorias pra poder exercer o seu trabalho, então que levem a campanha pra sociedade porque se trata de um assunto de interesse público."

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