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13 de fevereiro de 2017 - 21h45

Prefeitura renegocia dívida com empresa de atendimento domiciliar

A dívida total com a "KZT Atenção Médica Hospitalar" é de R$ 220 mil

BÁRBARA CAVALCANTI, ISADORA LEIRIA E LARISSA PESTANA
A dona de casa Mônica Bessa depende do benefício do atendimento médico domiciliar para cuidar de seu filhoA dona de casa Mônica Bessa depende do benefício do atendimento médico domiciliar para cuidar de seu filho

A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) renegociou dívida de R$ 220 mil com a empresa de atendimento médico domiciliar "KZT Atenção Médica Hospitalar". De acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura, o pagamento estava atrasado desde o mês de março de 2016, e existem 15 sentenças judiciais referentes à inadimplência. Em janeiro, o prefeito Marcos Trad renegociou com a empresa e pagou uma parcela de R$ 83 mil. 

A dívida da Prefeitura com a "KZT" é referente ao tratamento do paciente de dois anos João Lucas Beving. Ele sofre de uma doença sem diagnóstico exato, e um dos sintomas é a miopatia metabólica, que afeta seus músculos e depende de atendimento especializado em casa.

Conforme os dados do Portal da Transparência, no ano passado, a empresa não recebeu pagamento contabilizado em R$ 90 mil por atendimentos realizados em sete pacientes. A diretora da "KZT Atenção Médica Hospitalar", Patrícia Martins, enviou aos familiares dos pacientes cópia da carta de aviso, emitida pela Prefeitura, para liquidar a dívida de R$ 73.603,08 até o dia 10 de janeiro deste ano, e assim manter o tratamento de João Beving.

O prefeito Marcos Trad explica que este é um serviço de urgência e, por isso, as decisões devem ser tomadas o quanto antes.

Para a mãe de João Lucas, a dona de casa Mônica Bessa, "o que preocupa é a incerteza da situação. No ano passado, quando o contrato estava prestes a ser renovado, ninguém avisou se realmente ia renovar ou não. A mesma coisa estou sentindo agora. Depois de maio, eu não sei o que vai acontecer, se vai ficar até mesmo a mesma empresa, eu nem sei”.

Segundo Mônica Bessa, os atrasos no pagamento aconteceram mais de uma vez. Ela explica que, em 2015, a Prefeitura recebeu a mesma carta de inadimplência, referente à dívida do ano anterior. “Na época, o atraso era de mais de meses e eles [da Prefeitura] não tinham nem renovado o contrato”. De acordo com a dona de casa, seu filho apresentou os primeiros sintomas da miopatia metabólica aos dois meses de idade. As complicações causam alteração nos músculos da criança, na placa motora, nos neurônios, ou na medula óssea. “João ainda não tem um diagnóstico específico, uma equipe da Universidade de São Paulo acompanha o caso dele, por isso só sabemos dos sintomas, não da doença toda”. 

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