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29 de outubro de 2014 - 09h16

Parada da Cidadania LGBT faz apelo para o combate à homofobia

Tema da passeata deste ano foi “Um país democrático, é um país livre, laico e sem discriminação!”

GABRIEL IBRAHIM E RAQUEL DE SOUZA
Manifestantes foram às ruas do centro da capital para chamar a atenção sobre o combate à homofobia.Manifestantes foram às ruas do centro da capital para chamar a atenção sobre o combate à homofobia.  (Foto: Raul Delvizio)

A décima terceira edição da Parada da Cidadania LGBT reuniu ativistas da causa e cidadãos que foram às ruas do centro de Campo Grande (MS) para se manifestarem a favor de uma sociedade "sem discriminação". O evento aconteceu no dia 25 de outubro, durante a passeata foram lembradas as mortes por homofobia que ocorreram no Brasil. Segundo dados divulgados no evento foram 310 assassinatos em 2013. No decorrer da Parada, a organização do evento divulgou que, em Campo Grande, empresas foram punidas pelo Ministério Público Estadual (MPE) por preconceito aos homossexuais no ambiente de trabalho.

A Parada, que começou na Praça Ary Coelho, terminou na Praça do Rádio Clube onde os manifestantes participaram das atividades culturais do Show da Diversidade. Segundo uma das organizadoras do evento, a presidente da Articulação Nacional de Travestis de Transsexuais (ANTra), Cris Stefanny, o objetivo principal da Parada da Cidadania é promover uma maior integração da comunidade LGBT com a sociedade.

Para o estudante E.S.*, que participou da Parada pela primeira vez, ainda há muito preconceito e moralismo na política e nas famílias. “Ainda existe muita gente homofóbica dentro de nossas próprias casas, e passeatas como essa ajudam muito a sociedade a ver que as pessoas LGBT também são cidadãos como quaisquer outros.”

O presidente da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Júlio Valcanaia explica que a legislação do estado é uma das pioneiras na criação de leis que combatem o preconceito. Ele acrescenta que falta a devida aplicação dessas leis, e a garantia dos direitos da pessoa LGBT nos espaços públicos.

Valcanaia destaca que o estado foi o primeiro do Centro-Oeste a regulamentar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Ele cita que em 2013 foi aprovado o decreto estadual que regulamentou o uso do nome social por transexuais e travestis em todos os serviços públicos.

*O nome foi abreviado para preservar a identidade da fonte.

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