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21 de agosto de 2016 - 22h46

Projeto propõe revitalização e ocupação da Orla Ferroviária de Campo Grande

O objetivo do projeto é fazer com que a população campo-grandense aproveite o espaço e as atividades culturais e gastronômicas

GABRIELA DE CASTRO, JULIANA CRISTINA E MAYARA BAKARGI
Policiamento é reforçado em Orla Ferroviária para tranquilidade da populaçãoPoliciamento é reforçado em Orla Ferroviária para tranquilidade da população  (Foto: Gabriela de Castro)

O projeto de revitalização da Orla Ferroviária foi criado com o intuito de fazer com que a população da capital do Mato Grosso do Sul voltasse a frequentar o local. A ocupação do espaço começou no dia 15 de agosto para comemorar os 117 anos da capital, que acontece no dia 26. O projeto traz opções de gastronomia, música, esporte, lazer, artes e cultura e é promovido pela Prefeitura de Campo Grande.

De acordo com a coordenadora da central de projetos da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Catiana Sabadin, a ação na Orla Ferroviária é a retomada de um projeto requalificado em 2013. “A ideia dessa ocupação é usar esse espaço público e as pessoas que moram ou trabalham no centro, para que possam aproveitar essa função social do espaço.” A ação tem o apoio de diversas secretarias municipais como a Secretaria Municipal de Segurança (Semsp), que faz o patrulhamento intensivo do espaço.

Catiana Sabadin acredita que, com os orçamentos reduzidos, as atrações durem até dezembro de 2016 e espera que para o próximo ano tenha maior apoio financeiro para as ações de entretenimento. “Trabalhando com orçamentos reduzidos e algumas parcerias, a ideia é um projeto de ações diversas até dezembro. Oferecer esse espaço para o pessoal da cultura e gastronomia. Resgatando isso aos poucos para que esses espaços sejam ocupados pelas manifestações da própria sociedade, que os comerciantes abracem a orla e a volta dos trailers, food trucks, criando um novo público. A gente está começando de forma tímida, mas já está dando resultado”.

A Orla Ferroviária, inaugurada em dezembro de 2012, localizada na avenida Afonso Pena, entre a Morada dos Baís e avenida Mato Grosso, foi feita para revitalizar parte histórica da região central de Campo Grande e fazer do espaço uma praça de alimentação. O projeto, que teve como base a recuperação do leito da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), esteve abandonado com diversos espaços ocupados por traficantes e usuários de entorpecentes.

   Público prestigia atração na Orla Ferroviária (Foto: Gabriela de Castro)

A ocupação trouxe à Orla Ferroviária segurança permanente, banheiros químicos, manutenção da iluminação, pavimentação e limpeza de toda a área, feiras de orgânicos e antiguidades, palestras sobre questões ambientais, aulas de artesanato e capoeira, concurso de grafite, apresentações de fanfarras e shows com artistas locais, food trucks, caminhadas e exercícios físicos com orientação de profissionais.

O local ainda apresenta pichações em paredes, bancos, passarelas, lixeiras, placas de trânsito, falta de alguns corrimãos e grades de proteção em alguns pontos mais altos. Os 'vagões' da Orla Ferroviária estão em situação precária. Os estragos vão das pichações às queimadas do material em madeira. 

A degradação ainda é visível na Orla Ferroviária (Foto: Gabriela de Castro)

O dono de um dos vagões da Orla Ferroviária, Ulysses Arevalo Lino, trabalha no local desde maio de 2013 e admite que a situação está melhor. “Olha essa ocupação já é um bom começo, teve uma 'mini' reforma aqui, tem que dar continuidade. A gente cuida bastante e sempre conversa com os expositores e até mesmo com o público para conservar. A questão do lixo, se você vier nos dias que tiver evento, nem vai parecer que teve. Porque a gente sabe que o pessoal faz a limpeza ás oito horas da noite e depois só no outro dia, por isso a gente sempre conserva. Agora ficou mais bonito esse lugar, recolocaram até as pedrinhas do chão no lugar. Deu uma melhorada boa”.

Feira oferece de acessórios a roupas customizadas (Foto: Juliana Cristina)  

Coordenador da Plataforma Cultural da Fundação Municipal de Cultura (Fundac) e um dos organizadores da “Estação Urbana”, outro projeto que está ativo há um ano e sete meses e tem como objetivo unir diversas “tribos” e ocupar o espaço, Sidney Lemes afirma que a proposta do projeto é realizar uma feira de arte e artesanato. “Temos uma previsão de 15 a 20 expositores dentre esses, temos arte em geral, artesanato, antiguidade de disco de vinil e também alguns coletivos de brechós que também fazem parte dos nossos colaboradores. Qualquer pessoa pode expor nas segundas e sextas. Porém, na quarta-feira é um grupo específico que já tem seu lugar fixo. Nos sábados vamos ampliar o grafite, chamando os grafiteiros para fazerem seus trabalhos. Entramos em contato com os proprietários dos muros para eles disponibilizarem seus muros para o grafite”.

O chefe de gabinete da Fundação Municipal de Esporte (Funesp), Leandro Costa Rosa, acredita que a feira de antiguidades será o ponto forte do projeto. Segundo Costa Rosa, os usuários de drogas que ficavam no local terão ação da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). “Quem tiver interesse em uma oportunidade vai ter. Então não é só um processo tirar e pronto, não, nada disso. Lógico que é um trabalho que a gente sabe ser de médio a longo prazo”.

Serviço:

Programação até dezembro das atividades que ocorrem na Orla Ferroviária:

 

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