CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL

Dia Mundial da Limpeza ocorreu pela segunda vez em Campo Grande com adesão de 650 voluntários

A cidade produz 800 toneladas de lixo por dia e 17% da população faz a separação seletiva

Letícia Schiavon e Vitória Oliveira, de Campo Grande21/09/2019 - 19h19
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A prefeitura de Campo Grande apoiou pelo segundo ano consecutivo a ação internacional “Dia Mundial da Limpeza”. O evento faz parte de um projeto global de conscientização ambiental por meio da coleta de lixo despejado em locais inadequados. A mobilização ocorreu em mais de 1200 cidades do Brasil e em 150 países. Na capital sul-mato-grossense, a ação foi realizada no Centro de Educação Ambiental Anhanduí. A ação teve a participação de cerca de 650 voluntários.

A coordenadora da equipe de educação ambiental da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento, Mara Calvis afirma que a cidade produz cerca de 800 toneladas de lixo por dia. O ato de separar resíduos ajuda a Solurb a diminuir o uso de matéria prima, água e energia que são utilizados para tratar o lixo. Campo Grande possui coleta seletiva de resíduos sólidos. Segundo Mara Calvis, a coleta seletiva atinge 75% das residências do município. "Porém, apenas 17% da população faz a separação do lixo. O não orgânico vai para a reciclagem. O orgânico é misturado com lixo úmido durante a semana e levado para o aterro. Isso diminui a vida útil do aterro”. 

O coordenador geral da ação "O Dia Mundial da Limpeza", Yohhan Teruya afirma que assumiu a responsabilidade do projeto porque gosta de fazer trabalhos voluntários. "Quando se trata de causas em prol de um bem comum, é muito bacana reunir pessoas do poder público, empresários e outros civis. O lixo não é só problema do poder público, é problema de todos". Ele acrescenta que ambientes sujos afetam a saúde de todos e que a conscientização é o único caminho para diminuir a poluição do meio-ambiente. 

O engenheiro ambiental da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento, Vinícius Leonardo afirma que neste ano, o número de participantes cresceu em relação ao ano passado. “A população ainda está aderindo ao projeto". A adesão da população foi baixa em comparação a população da capital. Segundo dados da população estimada em 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui cerca de 896 mil habitantes.

Leonardo diz que muitos campo-grandenses têm o hábito de descartar lixo em Áreas de Proteção Ambiental (APA). “Essas áreas são próximas aos córregos de cidade. Então esses lixos são levados aos córregos e causam assoreamento e erosão". O engenheiro ainda afirma que este lixo é responsável pela migração de animais para áreas urbanas. “Lixo gera queimadas e a queimada destrói a vegetação, logo, a fauna dispersa pra cidade”. 

A estudante Helga Spinola comenta que compareceu ao evento pela consciência de que a natureza está cada vez mais escassa. “A única coisa que me incentivou foi ver como realmente a natureza está decaindo ultimamente. Então, eu estou me esforçando para ajudar, assim como as outras pessoas estão fazendo. Nós compartilhamos a mesma realidade, é uma causa geral”. 

O advogado Bruno Caseiro Astolfo participou do evento no ano passado e também neste ano. Astolfo diz que toda a comunidade de Campo Grande foi beneficiada com a ação, acredita que os moradores do bairro Anhanduí foram os mais beneficiados pelo movimento. "Semana que vem estará sujo. Mas o gesto de recolher aquele lixo traz uma conscientização. Os moradores vieram nos agardecer e disseram que vão acionar a fiscalização caso alguém jogue lixo novamente".  

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