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26 de dezembro de 2016 - 11h43

Mato Grosso do Sul é o 5º Estado no ranking de urbanização do país

A taxa de urbanização em Mato Grosso do Sul é de 84,7%

BÁRBARA CAVALCANTI, ISADORA LEIRIA E LARISSA PESTANA
Atraso na entrega do Plano Diretor gera problemas no desenvolvimento urbanoAtraso na entrega do Plano Diretor gera problemas no desenvolvimento urbano  (Foto: Isadora Leiria)

Mato Grosso do Sul tem a quinta maior taxa de urbanização do país, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No estado, a relação entre as pessoas que moram no campo e as que residem na cidade é de 89,2%. De acordo com os dados de aspectos demográficos, a taxa nacional é de 84,7% e o Rio de Janeiro lidera o ranking, com 97,4% de pessoas que habitam a área urbana, e o Maranhão está em último lugar, com taxa de urbanização de 59,6%.

A arquiteta e urbanista Regina Cortez afirma que para entender o crescimento de uma cidade, é necessário considerar a interferência que a área urbana e a área rural causam uma na outra. "A área rural interfere na área urbana e vice-versa. Mas tudo é planejamento. Se eu tenho também o planejamento de ocupação adequada da área rural, então também posso pensar nessa área rural de um ponto de vista sustentável de modo a que eu fixe pessoas ali na área rural como produção, e isso pode inclusive aumentar o poder econômico da cidade".

O Plano Diretor é um planejamento para regulamentar a expansão urbana de um município e tem o objetivo de traçar diretrizes, instrumentos e possibilidades para promover este desenvolvimento na cidade e melhor qualidade de vida para a população. A legislação prevê que todos os municípios devem revisar o Plano Diretor a cada dez anos, para que a cidade acompanhe o crescimento da população. Além disso, o documento prevê medidas como construção de edifícios e residências em área urbana, valorização ou desvalorização das diferentes regiões da cidade, para promover redução nas desigualdades sociais, inclusive na área rural.

Regina Cortez explica que "é preciso que o planejamento urbano se amadureça para ser um planejamento estratégico, em que defina ações para esse crescimento e desenvolvimento das cidades, mas é urgente que comecemos a repensar sobre a cidade, o nosso papel na cidade e que cidade nós queremos".

A Prefeitura de Campo Grande não tem previsão de entregar o Plano neste ano. As reuniões da equipe técnica de revisão do Plano Diretor aconteceram desde o início de 2016 e a última foi no dia 16 de dezembro. No dia 23 de novembro, estava marcada uma audiência pública de apresentação da minuta do projeto, e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano cancelou o evento.

Por meio de nota, a Prefeitura informou que cancelou o evento porque era necessário mais tempo para elaborar o plano e não deu previsão de nova data. Regina Cortez afirma que a solidariedade e o pensamento coletivo são fundamentais para a adaptação e crescimento de uma cidade.

 

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