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14 de maio de 2014 - 16h47

Estacionamento proibido em avenida da Capital desagrada comerciantes

ANDRÉ MOURA E BRENDA CIRINO
Estacionamento será permitido até o dia 19 de junhoEstacionamento será permitido até o dia 19 de junho  (Foto: Brenda Cirino)

O constante congestionamento e atrasos no transporte coletivo na avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande, fez a Agência Municipal de Transporte e  Trânsito (Agetran) proibir o estacionamento na via das 6h às 10h e das 16h às 19h. Os veículos estacionados em horário proibido serão multados a partir de 20 de junho.

Em abril, além da pintura de faixa amarela, foram colocadas placas de trânsito que orientam os motoristas sobre a proibição de estacionamento nos quarteirões da avenida.

Segundo o assessor de imprensa da Agetran, Flávio Paes, depois que a nova sinalização foi implantada, agentes de trânsito percorrem a Júlio de Castilho para conscientizar os motoristas a respeito das novas regras de trânsito na avenida, medida que segue até o dia 19 de maio. Após a data, os veículos estacionados serão multados.

A Agetran cumpriu um acordo firmado com os comerciantes locais insatisfeitos com a nova medida e estipulou um prazo de 90 dias para os motoristas que utilizam a via se adaptarem. Nesse período é permitido estacionar os veículos das 10h às 16h. Porém, se ficar demonstrado que atrapalha o fluxo dos veículos, o estacionamento será proibido, como acontece em outra avenida de Campo Grande, na Eduardo Elias Zahran.

Proprietário de uma lanchonete na Júlio de Castilho há quase seis anos, Júlio Medina critica a nova regulamentação de estacionamento que proíbe seus clientes de estacionaram justamente nos momentos de maior procura. “Proibir até às 10h é muito tempo porque o movimento que eu recebo é das 6h da manhã até às 9h”.

Dono de uma loja de móveis usados na avenida, Osmar Ribeiros dos Santos diz que as vendas diminuíram porque os clientes não têm onde parar seus veículos. “Eu vim do centro para cá porque lá tinha problema de estacionamento, agora aqui acontece a mesma coisa”.

O vendedor Sérgio Paraná, que utiliza a avenida diariamente para se deslocar para o centro, aprovou a proibição do estacionamento e concluiu que, para a via, essa era a única saída. Os motoristas de ônibus Marciano Queiroz e José Valdemar concordam que a presença de carros estacionados na avenida dificulta o itinerário e causa atrasos. 

 

Repórteres: André Moura e Brenda Cirino

 
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