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Divulgação dos cães e gatos que estão no CCZ para doação será ampliada

Lei que permite a criação e divulgação do banco de dados com informações dos animais que estão no Centro de Controle de Zoonoses para adoção foi sancionada pelo prefeito Marcos Trad

Claiane Lamperth, Heloísa Carvalho e Karina Cantiere, de Campo Grande 8/11/2017 - 20h24
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Lei que permite e amplia a divulgação de gatos e cães que foram recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonose (CCZ) de Campo Grande foi aprovada no dia 22 de setembro pelo prefeito Marcos Trad. A Lei Municipal 5.869 preve a criação de um banco de dados, divulgação do histórico dos animais e da imagem na internet e nas redes sociais do município. O banco de dados e a forma de divulgação será desenvolvida pela Agência Municipal de Tecnologia e Inovação (AGETEC).

A  Lei Municipal 5.869 estabelece que é competência do Centro de Controle de Zoonose (CCZ) a divulgação do banco de dados de animais disponíveis para adoção na internet e nas redes sociais da prefeitura de Campo Grande, assim como a divulgação de campanhas de vacinação, adoção e contra o abandono. A médica veterinária do CCZ, Maria Aparecida Conche Cunha explicou que o banco de dados será disponibilizado na internet e relata que "com essa lei a divulgação dos animais vai ser maior e que, hoje, a maioria dos animais é adotado rapidamente, principalmente pelas divulgações no Facebook". 

Maria Cunha comenta sobre o sistema de doação. 
(Foto: Claiane Lamperth)

Maria Cunha informa que os animais para doação são filhotes ou adultos que chegaram por meio de denúncia, perdidos, abandonados ou com maus-tratados. "Todos, sem exceção, passam por uma triagem e só vão para a adoção aqueles que estão livres de leishmaniose". De acordo com a Lei 5.392Lei 5.392 deixar de dar assistência aos animais ou abandona-los é considerado crime. 

O mestre em biologia animal, Urielton Monteiro comenta que "as causas do abandono são diversas, antes de tudo, devemos considerar que os lugares com maiores incidências de animais abandonados e doentes são os locais onde a população não tem uma boa condição financeira,  que não consegue nem sustentar direito a família nem ter os cuidados necessários com os cães e gatos, que vão desde uma área fechada e limpa para manter o animal, vacinas, vermífugos, ração etc."

 Os cachorros filhotes são mais procurados para adoção. (Foto: Heloisa Carvalho)

Maria Cunha relata que a maior procura é por filhotes de cachorro e que em média são adotados 160 cachorros e 60 gatos. “Infelizmente a adoção de felinos acaba sendo menor do que adoção de cachorro. A procura por cachorro é 80% maior, porque ainda existe muito preconceito com os  gatos, as pessoas acham que os gatos são muito traiçoeiros, geralmente quem fala isso é quem nunca teve um em casa. A gente precisa divulgar, como é o caso da página amigos do CCZ". Monteiro explica que "a adoção consciente é mais do que um gesto de afeto, indica uma das possíveis soluções a nível da saúde pública, pois animais domesticados sem os cuidados necessários podem oferecer grandes riscos a população, potencializando a proliferação e maior resistência de doenças fatais tanto para o animal quanto para o homem". 

 Gabriela brinca com a cachorra Nina que foi adotada no CCZ. (Foto: Gabriela de Castro)

A jornalista Gabriela de Castro adotou uma cachorra e relata que a encontrou por meio de uma postagem feita na página do Facebook, Amigos do CCZ, “no Centro de Controle de Zooneses os animais são muito bem cuidados, só que não recebem amor e carinho como em casa. Percebo que o preconceito que existe é mais relacioanado às raças, com os cachorros vira-latas e não tanto a instituição".

 

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