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10 de November de 2014 - 08h46

Câncer de boca é o 4º mais frequente entre os homens no Brasil

Semana de prevenção em Campo Grande alertou para os perigos da doença

ROSÁLIA PRATA E BRENDA CIRINO
Segundo o INCA, em 2014, ocorreram 11.280 casos de câncer de boca entre homens no Brasil.Segundo o INCA, em 2014, ocorreram 11.280 casos de câncer de boca entre homens no Brasil.  (Foto: CRO-MS)

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer de boca é o 4º mais frequente entre os homens no Brasil. Para.alertar sobre os perigos da doença foi realizada em Campo Grande (MS) a semana de prevenção ao câncer bucal, que teve início com uma ação educativa na praça Ary Coelho, no último dia 3. Durante o evento, profissionais de odontologia fizeram uma triagem e as pessoas que apresentaram algum tipo de lesão na boca foram encaminhadas para atendimento especializado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo o INCA, em 2014, ocorreram 11.280 casos entre homens e 4.010 entre mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 11,54 casos novos a cada 100 mil homens e 3,92 a cada 100 mil mulheres. Segundo a entidade, em 2012 foram registrados 14.170 novos casos de câncer de boca, dos quais 9.990 em homens e 4.180 em mulheres.

A estomatologista Adriana Lobato Rocha alerta que o paciente com câncer de boca não sente dor nos primeiros estágios da doença e que o primeiro sinal é uma ferida única na boca, que não cicatriza. “Na verdade não são feridas, é uma ferida única. Isso é muito importante porque às vezes ela vai começar como uma afta, só que a afta cicatriza de 7 a 10 dias, a ferida do câncer não cicatriza. Então, se o paciente perceber que em 15 dias a ferida não cicatrizou ele pode ficar preocupado. A única característica especifica do câncer é a ferida.”

De acordo com a estomatologista, a biópsia é o único exame efetivo para diagnosticar o câncer bucal. “Quando a gente fala de câncer bucal é o câncer de tecido mole, que acomete gengiva, assoalho da boca, língua, bochecha e céu da boca. Não inclui o osso.”

O vício de fumar, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas e idade superior a 40 anos são os fatores que podem causar o câncer de boca. A especialista alerta que a mistura entre fumo e bebida agrava a doença. O uso de protetor labial é uma proteção. “A prevenção, se for o câncer labial, é o protetor. Se for o câncer de boca interno o melhor é evitar fumar. O principal é evitar o fumo e a bebida em conjunto.”

Os acadêmicos e profissionais de odontologia deram dicas de autoexame durante ação na Praça Ary Coelho. A técnica do autoexame bucal consiste na inspeção visual a procura de feridas, sangramentos, manchas brancas, escuras ou avermelhadas e na apalpação para identificar caroços, endurecimentos e áreas dormentes. No autoexame bucal também é importante observar áreas doloridas, dentes quebrados e próteses mal adaptadas que podem machucar a mucosa. Nem toda a alteração encontrada no autoexame bucal é câncer. Qualquer alteração encontrada no autoexame deve ser examinada por um dentista ou em um ambulatório de estomatologia.

Além da ação na Praça, no dia 3, os profissionais da rede pública de saúde participaram de uma palestra sobre o diagnóstico da doença, na sede da ABO-MS. Durante a semana de prevenção do câncer bucal, que se estendeu até o dia 7 de novembro, em uma parceria entre o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) e a Secretária Municipal de Saúde (SESAU) o atendimento ocorreu nas UBS..

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