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16 de fevereiro de 2017 - 17h39

Mototaxistas de Campo Grande serão os primeiros a trabalharem com mototaxímetro no Brasil

Equipamentos serão instalados em até 180 dias e calcularão preço de corridas

GUILHERME SOUZA, JOAQUIM PADILHA E JULIANE GARCEZ
Prefeito e mototaxistas durante anúncio da implantação do mototaxímetroPrefeito e mototaxistas durante anúncio da implantação do mototaxímetro  (Foto: Joaquim Padilha)

Mototaxistas de Campo Grande serão os primeiros no Brasil a utilizarem mototaxímetros em seus veículos, para calcular o preço do serviço de acordo com a quilometragem. Segundo o prefeito Marcos Trad, os aparelhos serão instalados nos mototáxis da capital em até 180 dias a contar da publicação do Decreto. O custo para a instalação dos equipamentos será de R$ 950,00, que serão pagos pelos próprios mototaxistas. A decisão foi anunciada pelo prefeito Marcos Trad, do Partido Social Democrático (PSD), durante uma coletiva de imprensa realizada no dia 13 de fevereiro.

Oliveira explica o uso do mototaxímetro. Foto: Guilherme Souza

O  presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Campo Grande (Sindmototaxi), Dorvair Boaventura de Oliveira explica que essa despesa não será prejudicial aos trabalhadores e não acarretará no aumento do preço das corridas, porque é um investimento. “É um investimento que fazemos em troca de um retorno da população, sem repasse ao consumidor final”.

De acordo com Oliveira, o preço das corridas de mototáxi será fixado em R$ 1 por quilômetro na Bandeira 1, das 6h até as 22h, de segunda a sexta-feira, e R$ 1,20 na Bandeira 2, das 22h às 6h, e aos sábados, domingos e feriados a partir das 13h. Estes valores estão de acordo com a tabela de tarifas de moto-taxi da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Segundo o presidente do sindicato o que muda com a instalação do mototaxímetro é a confiança do usuário no valor da corrida, que será calculado automaticamente pelo aparelho eletrônico. “Todo consumidor tem direito de saber que está pagando pelo que está sendo servido, e nós queremos garantir esse direito”.

O prefeito Marcos Trad explica que a implantação dos mototaxímetros é uma resposta da categoria à queda nas buscas pelos serviços dos  mototaxistas desde a chegada do serviço Uber em Campo Grande. Durante a coletiva, Trad afirmou que recebeu visita do presidente do Sindmototaxi para discutir as mudanças.

Figueiredo é o representante da Sufab. Foto: Joaquim Padilha

O representante da empresa paulista Sufab Indústria, Jefferson Figueiredo afirma que a criação do mototaxímetro é discutida entre os sindicatos de mototaxistas de todo o país há quatro anos. O processo de implantação do aparelho é demorado devido às exigências do Instituto Nacional de Metrorologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

“Por se tratar de um produto novo que a Sufab traz para o mercado, as exigências do Inmetro têm de ser bem rigorosas, para garantir que o aparelho funcione perfeitamente”. De acordo com Figueiredo, por causa das dificuldades encontradas, a empresa buscou outros fabricantes de taxímetros para ajudar a desenvolver o produto.

Aprimorar o serviço

O presidente do Sindmototaxi, Dorvair Boaventura de Oliveira afirma que após a chegada do "Uber" na capital, a queda nas buscas pelos serviços dos mototaxistas chegou a 70%. “Com certeza com o mototaxímetro vai haver uma mudança nesse cenário. A gente vai estar se modernizando para atender os desejos do consumidor”.

Ele explica que a reivindicação do mototaxímetro pela categoria existe há seis anos e que não é a primeira vez que a classe propõe sua utilização. “Nós vinhemos discutindo a implantação desse aparelho desde 2011. Só que só agora o produto final foi aprovado e regulamentado pelo Inmetro”.

Além do equipamento eletrônico, outra modernização que a categoria buscou para se equiparar à concorrência foi a criação de um aplicativo, o "Meu Moto Taxi". Oliveira afirma que o aplicativo existe há quatro meses e está com cerca de cinco mil downloads na loja virtual "Play Store", e tem mais de 250 mototaxistas cadastrados em Campo Grande.

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