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13 de fevereiro de 2017 - 11h36

Campo Grande registra 3,7 mil infrações de trânsito em janeiro

Usar o celular enquanto dirige e avançar o sinal vermelho são os pricipais erros

DAIANA PORTO, GABRIELA ZALESKI E GIOVANA SILVEIRA
Cerca de 3,7 mil multas foram cadastradas em Campo Grande em dez diasCerca de 3,7 mil multas foram cadastradas em Campo Grande em dez dias  (Foto: Daiana Porto)

O número de condutores que tiveram a Carteira Nacional de Trânsito (CNH) cassada em 2016 aumentou 37,5% em relação aos anos anteriores. No total, 20.395 CNHs foram recolhidas no ano passado, segundo o último registro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Entre 21 a 31 de janeiro, cerca de 3,7 mil multas foram cadastradas em Campo Grande de acordo com dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), publicados na segunda-feira, 13 de fevereiro, no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Entre as infrações, as mais frequentes são dirigir e usar telefone celular, seguido por avançar sinal vermelho, estacionar em local proibido e não usar cinto de segurança. O estudante de engenharia da computação, Guilherme Oliveira está com a Permissão para Dirigir (PPD) há cerca de um mês e afirma que cumpre com as precauções para seguir todas as leis de trânsito. “Depois de tanto dinheiro investido em auto escola, não quero colocar tudo a perder. É melhor ir devagar e não arriscar. Preciso do carro para ir ao estágio e à universidade”. O estudante está habilitado para dirigir após cumprir 45 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas. 

A proprietária de auto-escola na capital, Aline Cortes afirma que a obrigatoriedade do cumprimento das 25 horas de aulas práticas exigidas pelo Detran pode evitar o aumento de suspensões e cassações de CNHs. “É uma maneira de promover uma formação de condutores mais bem preparados para o trânsito. Evitar acidentes, infrações, conscientizar os motoristas, deixa-los mais seguros quando forem encarar as ruas depois de terem a CNH em mãos”.

Baptista possuía a CNH há mais de 50 anos (Foto: Gabriela Zaleski)

O militar aposentado Aurino Baptista está com sua CNH suspensa por um período de doze meses. Ele se envolveu em um acidente de trânsito e teve seu carro e a habilitação recolhidos. “Furei um Pare e acabei provocando um acidente feio. Agora estou pagando pelo momento de distração”. O aposentado, com quase 80 anos, admite que a idade pode prejudicar a direção. “Eu sei que a idade atrapalha a visão, a cabeça. Talvez seja melhor andar de táxi ou ônibus mesmo. Pelo menos eu e os outros motoristas estaremos em segurança”.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, a cassação do documento de habilitação consiste na retirada definitiva da licença de direção concedida pelo Estado, e sua aplicação é de responsabilidade do Detran, que registra a carteira de habilitação do condutor. Decorridos dois anos da cassação da CNH, o infrator pode requerer sua reabilitação e se submeter a todos os exames necessários da mesma forma que a primeira habilitação.

 

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