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10 de junho de 2014 - 10h51

Campo Grande tem uma das maiores malhas cicloviárias do país

Relevo e planejamento urbano facilitam o uso da bicicleta como meio de transporte rápido

BÁRBARA DE ALMEIDA E NATÁLIA MORAES
A ciclovia presente na Av. Costa e Silva liga-se à Av. dos Cafezais.A ciclovia presente na Av. Costa e Silva liga-se à Av. dos Cafezais.  (Foto: Natália Moraes)

A infraestrutura cicloviária de Campo Grande supera a de grandes capitais brasileiras, como São Paulo (63 km)Belo Horizonte (52 km) e Porto Alegre (20,48 km). Segundo dados da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, a capital sul-mato-grossense possui 77,2 km de ciclovias e 13,05 km de ciclofaixas, com previsão de aumento da malha viária em 2014. 

A analista de eventos do Serviço Social do Comércio (SESC), Francielle Gadotti, adota o veículo para ir ao trabalho em alguns dias do mês. O percurso que faz via bicicleta apresenta menos trânsito que o de carro. Ela acredita que comparada a outras capitais brasileiras, Campo Grande está adequada para o uso do transporte. “A cidade é propícia, mesmo que você não tenha preparo físico, pois é plana e sua altimetria não é muito acentuada”.

Segundo Romero, existe a previsão do aumento na malha viária para este ano, sendo 6,8 quilômetros em ciclovias e 2,2 para ciclofaixas em Campo Grande.

Para o vereador e ciclista Eduardo Romero do Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), Campo Grande necessita de ações governamentais para se tornar uma cidade voltada para o trânsito "rápido e saudável" que a bicicleta pode proporcionar. Para ele, a inclusão de bicicletários, duchas públicas para limpeza pessoal após a “pedalada”, e ciclovias nas regiões periféricas da capital seriam outros incentivos.

Romero apresentou projetos na Câmara Municipal para popularizar o uso da bicicleta e reduzir a utilização do carro. Um deles é o "Vamos Juntos CG" que busca conscientizar os cidadãos campo-grandenses sobre a importância do uso da bicicleta, além da adoção como hobby.

Para o instrutor de Bicicleta de Montanha ou Mountain Bike, Nilson Young, a bicicleta é fonte de renda, “eu levo a vida numa bike”. Young ficou até os 14 anos sem andar de bicicleta por não ter renda para adquirir uma, mas quando conseguiu, "desde então não parei mais”. 

O guia, que não praticava atividade física, em 1996 conheceu a modalidade Bicicleta de Montanha e se “apaixonou”. Em 2008, criou o Sopa de Pedra Cicloaventuras, um dos grupos mais populares na capital para quem deseja um “pedal contemplativo”. Young explica que esta característica, que permite andar de bicicleta e conhecer o entorno, conquistou adeptos da prática, “é outro clima, e logo não foi apenas eu que gostava disso”.

Young dá dicas para quem quer adotar a bicicleta como meio de transporte:

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