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11 de June de 2014 - 15h40

Antiga Rodoviária de Campo Grande passa por processo de revitalização

Novos empresários dão vida ao local com comércio destinado ao público jovem

EVA CRUZ E JULIANE GARCEZ
Eventos culturais são realizados na antiga rodoviáriaEventos culturais são realizados na antiga rodoviária  (Foto: Eva Cruz)

O Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste, a antiga rodoviária de Campo Grande, passa por processo de revitalização. Jovens empresários oferecem uma alternativa de entretenimento na cidade por meio de comércios e eventos destinados ao público jovem.

Após sua inauguração, em 1976, o lugar se tornou referência em comércio e lazer. Segundo o estudante Eduardo Miranda, o local tem relevância histórica para a população campo-grandense. “Minha mãe veio assistir o seu primeiro filme na rodô, Bety Balanço, além do primeiro filme do Cazuza. A gente vê que o local tem uma importância para os nossos pais”.

A transferência do terminal para o novo local, em 2010, fez com que os comércios ali estabelecidos fossem obrigados a fechar as portas. Atualmente os novos comerciantes pretendem resgatar a história do lugar e oferecer aos jovens campo-grandenses uma nova opção de entretenimento.

A dona da loja Maloca Querida, Suzamar Rodrigues, considera a antiga rodoviária como um bom lugar para abrir um comércio voltado para o hip hop. "Como a região hoje é marginalizada, assim como é a cultura de rua e o hip hop, a gente resolveu unir as duas coisas".

Além de Suzamar Rodrigues, outras pessoas resolveram alugar salas na antiga rodoviária para abrir estúdios de moda, fotografia, tatuagem, música, entre outros. Os comerciantes Tainá Jara e Diogo Gonçalves, que alugam uma das salas para a manutenção do Ateliê Passarinho, relatam que incentivam amigos a montarem o seu negócio no local. Gonçalves declara que entre as dificuldades de se abrir um novo negócio no local está o fato de que nem sempre se consegue encontrar os donos dos imóveis fechados. Tainá Jara relata que existe a intenção da Câmara de Vereadores ou da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul em ocupar 6% do prédio, o destino das salas desocupadas ainda é incerto.

A política adotada durante o processo de revitalização é a de não remover os antigos comerciantes, como relata Gonçalves, "com a restauração da rodoviária, nós queremos manter o equilíbrio entre a velha e a nova geração de trabalhadores que atuam no local".

Para os comerciantes da região, o principal problema do local  é a falta de circulação de pessoas nos corredores. Tainá Jara explica que os eventos culturais têm sido uma maneira inteligente de chamar atenção para a antiga rodoviária. O “Ziriguidum”, idealizado por Suzamar Rodrigues, foi o terceiro evento realizado no prédio em 2014. De acordo com a jovem empresária, o evento teve apresentações culturais e foi produzido com o intuito de atender a demanda dos jovens que não se sentiam contemplados com as demais opções de lazer encontradas na cidade.

A estudante Laís Ariadnes, 16 anos, diz que vai sempre aos eventos realizados no antigo terminal. “Esses espaços são importantes porque aqui é o único lugar que os jovens da cena alternativa tem para vir no final de semana, e aqui todos ficam a vontade”.

Suzamar Rodrigues explica que a expectativa é de que o local volte a ser visitado, tanto pelo seu público cativo quanto pelos jovens que buscam novos meios de entretenimento. Segundo ela, a tendência é que novos eventos culturais sejam produzidos no prédio para retomar a importância cultural que ele teve em outros tempos.

 

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