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TRÂNSITO

Vítimas fatais no trânsito diminui 12,5%

A redução de vítimas fatais no trânsito é ainda mais considerável quando comparado com o aumento na frota da capital.

Ana Carolina Schirmer e Izabela Sanchez, de Campo Grande15/12/2013 - 19h31
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O número de vítimas fatais no trânsito de Campo Grande diminuiu 12,5% no período de janeiro a agosto de 2013, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Gabinete de Gestão Integrada do Trânsito (GGIT) de Campo Grande e se referem a pessoas que foram vítimas de acidentes de trânsito e que vieram a óbito no local do acidente ou em até 30 dias após o sinistro. De acordo com a coordenadora de Educação no Trânsito da Agetran, Ivanise Rotta, é um equívoco dizer que o trânsito da capital piorou nos últimos anos. "As pessoas esquecem que vítimas fatais significa tanto quem veio a óbito no local quanto quem faleceu até 30 dias após o acidente. O mês de agosto de 2012, por exemplo, teve 17 vítmas fatais, enquanto 2013 teve 13.

O problema é que a mídia divulga os mortos no local como se fossem vítimas fatais", diz. https://soundcloud.com/primeiranoticia/ivanise-rotta-coordenadora-de

grupo de risco A redução de vítimas fatais no trânsito é ainda mais considerável quando comparado com o aumento na frota da capital.

Segundo estatísticas do Detran/MS, o número aumentou de 431.166 veículos de agosto de 2012 a 461.518 no mesmo período de 2013.

O chefe da Divisão de Transportes da Agetran, Lúcio Maciel, relata que esse aumento de veículos é decorrência do aumento do poder aquisitivo da população e da falta da qualidade e conforto do transporte publico municipal. “Você só vai atrair esse cidadão [com poder aquisitivo maior] se o poder público prestar um serviço de transporte coletivo ágil e com qualidade, não é só a questão financeira, a campanha educativa é importante, mas não basta, apenas ajuda”, diz. https://soundcloud.com/primeiranoticia/l-cio-maciel-chefe-da-divis-o O GGIT também divulgou, no mês de outubro, a análise dos acidentes de trânsito graves e fatais do ano de 2012 da capital. Os dados revelam que das 906 vítimas graves de acidentes no trânsito, mais de 750 são motociclistas, e 79% são do sexo masculino. Jovens de 18 a 25 anos também estão no grupo de risco, e representam 325 do total de vítimas graves na capital. A Avenida Pres. Ernesto Geisel foi campeã em acidentes graves no ano de 2012. Foram 24 no total, contra 23 da campeã de 2011, a Avenida Afonso Pena.

A velocidade aliada ao consumo de bebidas alcoólicas é um dos principais fatores que contribuem com os acidentes, fato que reflete nos dias e horários mais propícios para os sinistros. Ainda de acordo com o relatório apresentado pela GGIT, a maioria dos acidentes graves aconteceram entre sexta-feira e domingo, no período das 18h às 5h.

Repórteres: Ana Carolina Schirmer e Izabela Sanchez

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